Cantos da Igualdade
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NINJA - ELEIÇÕES 2026
terça-feira, 22 de setembro de 2026
🔥LULA NA CNN! USA🔥
domingo, 20 de setembro de 2026
As Músicas feitas para o Presidente "LULA"
Entrevista com Lula (PT) no Jornal da Record
FACÇÃO DO CLÃ BOLSONARO VOLTA A TRUMP PARA PEDIR INTERVENÇÃO NO BRASIL
FACÇÃO DO CLÃ BOLSONARO VOLTA A TRUMP PARA PEDIR INTERVENÇÃO NO BRASIL - DESPERTA ICL - 18/09/26
domingo, 25 de janeiro de 2026
💖 Antes do Dia!
Antes do Dia
Poema de João MC Gomes
Fonte:- João Gomes
https://www.facebook.com/joaomcgomespoeta
🛑 O HOMEM E POLÍTICA – UM MAL NECESSÁRIO
Durante séculos acreditámos que o problema estava na forma: monarquia ou república, esquerda ou direita, fé ou razão. Mudámos os nomes, os símbolos, as bandeiras - mas o enredo manteve-se assustadoramente familiar. Poucos decidem, muitos obedecem. Poucos acumulam, muitos esperam.
Hoje, o poder já não usa coroa nem farda. Usa gráficos, "likes" e palavras cuidadosamente escolhidas. Não impõe - sugere. Não censura - distrai. A política moderna não quer convencer toda a gente; basta dividir o suficiente para que ninguém se una. O cidadão contemporâneo acredita que escolhe, mas reage. Acredita que opina, mas repete. Vive permanentemente em campanha, mesmo quando não há eleições. Discute o acessório enquanto o essencial passa silenciosamente de mão em mão, de mercado em mercado, de servidor em servidor.
A uma cruel ironia: nunca tivemos tanto acesso à informação e nunca fomos tão fáceis de manipular. Nunca falámos tanto de liberdade e nunca delegámos tanto o nosso pensamento. A política tornou-se um mal necessário porque o homem continua imperfeito. Continua ambicioso, tribal, inseguro. Mas tornou-se também um mal perigoso quando deixa de ser instrumento coletivo e passa a ser espetáculo permanente - um palco onde o povo discute enquanto os bastidores decidem.
Talvez o verdadeiro avanço político não esteja em novos sistemas, mas em cidadãos menos previsíveis. Menos fanáticos. Menos disponíveis para odiar sob encomenda. Porque enquanto o homem preferir pertencer a um lado em vez de compreender o todo, a política continuará a ser isso mesmo: necessária, inevitável… e profundamente falha. A história parece repetir a lição que insistimos em esquecer: sociedades não caem por falta de ideologia, mas por excesso de cegueira. E nenhum sistema resiste quando o homem abdica de pensar por si.
João Gomes
Bom domingo!
Fonte:- João Gomes
https://www.facebook.com/joaomcgomespoeta
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CANADÁ - UM VIZINHO INCÓMODO
O Canadá sempre foi uma contradição agradável - grande demais para ser negligenciado, prudente demais para ser temido. Um país que se orgulha do seu pluralismo, que ri com moderação, que exporta mais cadeias de frigoríficos do que tanques de guerra. Mas hoje esse mesmo vizinho gentil tornou-se, aos olhos de alguns, incómodo - não por arrogância, mas por escolha estratégica numa encruzilhada histórica.
Durante décadas, Ottawa navegou o mundo com uma bússola simples: comércio aberto, alianças sólidas, relacionamento estreito com os Estados Unidos e um discurso constante de “ordem internacional baseada em regras”. Esta bússola funcionou enquanto a ordem parecia estável e os Estados Unidos, o seu maior parceiro, pareciam fiáveis guardiões dessa ordem. Mas nem a estabilidade nem a previsibilidade duram para sempre.
O discurso recente em Davos pelo primeiro-ministro Carney foi uma espécie de declaração de autonomia. Mais do que um ensaio académico, foi um aviso estratégico. Carney reconheceu que a retórica das “regras” e do “benefício mútuo” já não serve para proteger o Canadá num mundo em que grandes potências começam a usar a integração económica como arma - tarifas, coerção financeira, cadeias de abastecimento vulneráveis.
E foi nesse momento que a relação com os Estados Unidos, renovada sob outra presidência de Trump, tomou um rumo visivelmente tenso. A resposta foi rápida e ríspida: ameaças de tarifas de 100% se o Canadá aprofundasse laços comerciais com a China, e provocações públicas questionando a soberania canadiana. O Canadá, por sua vez, respondeu com clareza: “o Canadá não vive porque dos Estados Unidos”, mas prospera pela sua própria história, valores e identidade. Essa afirmação não é mero gesto simbólico - é síntese de uma realidade difícil: 75% das exportações canadenses ainda vão para o mercado americano, e quase metade do investimento direto estrangeiro provém dos EUA.
Por isso, a recente aproximação a Pequim não é uma ação leviana nem um salto no escuro, mas um cálculo estratégico para reduzir vulnerabilidades estruturais. Enquanto o comércio com a China representa uma fração menor das exportações comparado com os EUA, ele oferece um contrapeso político e económico - não apenas mais mercados, mas uma medida de independência de manobras punitivas e imprevisíveis do vizinho do sul.
Ainda assim, este novo equilíbrio não está isento de riscos existenciais. Trump já deixou claro que qualquer movimento que pareça colidir com a sua visão de “America First” pode ser punido com tarifas devastadoras. Um imposto de 100% sobre bens canadianos destinado ao mercado americano poderia, se implementado, estrangular sectores vitais da economia - desde manufatura até agricultura - e enfraquecer a própria base industrial do Canadá.
O dilema é simples mas difícil: continuar a alinhar-se de forma quase automática com os EUA e sofrer coerção económica e verbal, ou buscar caminhos de diversificação estratégica que coloquem o país no centro de uma rede global mais ampla, mas o exponham à retaliação americana. Não é uma escolha entre amizade e hostilidade, mas sim entre dependência passiva e autonomia estratégica com custos reais. Ser um vizinho incómodo não significa ser ingrato ou irracional. O Canadá sabe que seus interesses não se esgotam entre Ottawa e Washington; estão também no Indo-Pacífico, na Europa, na África. A sua política externa - como sugerido em Davos - está a recalibrar as relações pelo critério do valor comum e soberania partilhada, não pela simples repetição de alianças antigas.
No entanto, há um risco de que o Canadá, ao buscar autonomia, possa inadvertidamente criar uma nova polarização estratégica - entre um Ocidente moldado pelo protecionismo americano e um mundo mais multipolar onde a China é actor dominante. Essa polarização poderia estrangular o poder diplomático canadiano, transformando-o de ponte entre blocos em peça num jogo geopolítico que ele preferia evitar.
E é exatamente aqui que reside a questão do vizinho incómodo: o Canadá quer menos coerção, mais diversidade geopolítica e mais agência própria. Mas quanto mais ele se afasta do eixo tradicional com os EUA, mais pressão direta recebe de quem ainda detém poder suficiente para impor custos severos.
A questão para Ottawa não é apenas sobreviver ao embate entre grandes potências, mas manter a sua identidade - plural, democrática e aberta - sem ceder ao abraço coercivo nem das políticas protecionistas, nem das dinâmicas de alinhamento automático. Isso exige equilíbrio, coragem e uma diplomacia que saiba, simultaneamente, negociar portas abertas com todos, sem se transformar em satélite de nenhum.
O Canadá pode sustentar essa rota? Sim - mas pagará um preço nesta nova ordem global. E o vizinho que outrora foi gentil será, cada vez mais, incómodo por natureza, não por escolha leviana, mas por necessidade estratégica.
Fonte:- João Gomes
https://www.facebook.com/joaomcgomespoeta
ATAQUE ucraniano a BELGOROD
EQUIPA de LANÇAMENTO de DRONES DESTRUÍDA
Análise Geopolítica de 25/01/2026
Notas: Negociações nos Emirados Árabes Unidos terminam sem resultados; Ucrânia lança o maior ataque a Belgorod desde o início da guerra; míssil Iskander destruiu um grupo de lançamento e controlo de drones de longo alcance; a estratégia da ofensiva final em Donbass; avanços no mapa para hoje em Kharkiv, Kupiansk, Siversk, Lyman, Konstantynivka, Novopavlivka e Zaporizhzhya.
Fonte:- João Gomes
https://www.facebook.com/joaomcgomespoeta

